Se o empate já era mau, que dizer da derrota averbada pelo Vitória no D. Afonso Henriques diante do Paços de Ferreira e a contar para a jornada 18 da Liga Sagres. Depois de estar em vantagem logo nos primeiros minutos a equipa de Paulo Sérgio não conseguiu somar mais três pontos e ascender assim ao quinto lugar.
Vitória de Guimarães – Paços de Ferreira, 1-2
Um resultado extremamente injusto se tivermos em linha de conta o que ambas as equipas produziram no relvado do Afonso Henriques; ou melhor o que o Vitória produziu e o que o Paços de Ferreira não produziu. Se os golos pacenses foram conseguidos em lances fortuitos, o Vitória pode ainda lamentar-se das oportunidades perdidas, duas delas nos ferros da baliza contrária.
Se o futebol não é propriamente sinónimo de justiça desportiva, a primeira parte deste encontro é exemplo disso mesmo. A equipa de Paulo Sérgio, que se apresentou no sistema habitual, desde cedo mostrou a sua predisposição ofensiva e a enorme vontade de vencer o jogo. Por isso, e depois de vários avisos, não foi de estranhar que chegasse ao golo logo aos 17 minutos.
O Paços de Ferreira limitava-se a tentar argumentar em jogadas de contra ataque, meramente tentativas uma vez que raramente chegou a bom porto e se esgueirou da baliza vitoriana. E voltando à lógica do futebol, aos 25 minutos e sem nada ter feito por merecer, os forasteiros tiraram um coelho da cartola, que saiu em forma de bomba dos pés de Ozeia. Era então injusto o resultado ao intervalo; o Vitória esteve bem no primeiro tempo e apenas encaixou um golo que tal como a chuva que se fez sentir, apareceu sem avisar.
Foi presságio para aquilo que se viria a confirmar na etapa complementar do encontro. Uma vez mais os de branco entraram com intenções de vitória, ainda que mais contida face à atitude de alheamento dos castores. João Alves foi a expressão maior das intenções vitorianas ao esbarrar com a bola na trave. Mas seria novamente o Paços de Ferreira, em contra-ataque a chegar novamente ao golo.
Daqui para frente assistiu-se a uma guerra desmedida e com fins desiguais. O Vitória tentava de todas as maneiras a igualdade, o Paços perdia tempo e tentava fazer com que a bola não mais fosse jogada. O guarda-redes dos pacenses foi um dos protagonistas desse filme ao aparecer por diversas ocasiões estatelado no relvado.
Apesar das tentativas confirmou-se a derrota caseira do Vitória, que perdeu a oportunidade para pular para o quinto lugar do campeonato a apenas um ponto do Sporting. Ao invés disso Paulo Sérgio viu o Marítimo ultrapassar a equipa da Cidade-Berço na tabela classificativa. Dificultou-se a tarefa europeia do Vitória.
Olegário Benquerença rubricou uma exibição discreta e sem interferências de maior no resultado. Parou uma jogada perigosa do Vitória para amarelar um jogador pacense, não sendo de todo uma acção de árbitro internacional e que vai estar no próximo mundial.
Reportagem de Bruno Ferreira
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Momento do jogo
Minuto 25
Do nada, o Paços de Ferreira chegou ao golo através de un remate fulminante de Ozeia. Foi o princípio daquela que seria uma série de injustiças, culminada com um vencedor que nada fez para o merecer. JMV
Nuno Assis
Foi o estratega dos momentos iniciais conduzindo a equipa do Vitória à vantagem no marcador. Manteve-se activo na procura do golo que valeria nova vantagem no marcador. A perder, por si só, carregou a equipa às costas sempre com a qualidade habitual.
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(+) Positivo
Estreia de Bruno Teles; ainda que tímida, o reforço de inverno rubricou a sua estreia ao entrar em campo aos 67 minutos com a camisola número 98 do Vitória. Foi atirado às feras…
(-) Negativo
Anti-jogo praticado em demasia pelos pacenses no segundo tempo, mesmo quando estavam igualados no marcador. Depois de uma primeira parte bem jogada não era de prever.
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Golos:
1-0 – Valdomiro – 17 – Fábio Felício cobrou o pontapé de canto e o defesa central impôs-se bem penteando a bola de forma subtil para o interior das redes.
1-1 – Ozeia – 25 – Quando ninguém o fazia prever o jogador pacense na cobrança de um livre directo soltou uma autêntica bomba do meio da rua apanhando toda a gente desprevenida, inclusive o guarda redes Nilson.
1-2 – Maycon – 59 – Manuel José aproveitou uma das subidas ao ataque para rematar forte proporcionando uma defesa incompleta a Nilson. Maycon no sítio certo aproveitou.
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VITÓRIA DE GUIMARÃES – PAÇOS DE FERREIRA, 1-2
Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães)
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
VITÓRIA DE GUIMARÃES: Nilson; Alex (Carlitos 81), Moreno, Valdomiro e Desmarets; Custódio, João Alves, Fábio Felício (Bruno Teles 67) e Nuno Assis; Marquinho (Roberto 67) e Douglas.
Treinador: Paulo Sérgio
PAÇOS DE FERREIRA: Coelho; Ozeia, Ricardo, Danielson e Jorginho (André Leão 67); Filipe Anunciação, Manuel José, Maykon e Leonel Olímpio; Bruno (Candeias 76) e William (Pizzi 89).
Treinador: Ulisses Morais
Cartões amarelos: Valdomiro (43), Fábio Felício (63), André Leão (69), Ricardo (71), William (84), Maycon (87) e Nuno Assis (90+5).
Resultado ao intervalo: 1-1
Marcadores: Valdomiro (17), Ozeia (25) e Maycon (59).